João Batista mostra a exigência radical de conversão. Sua
voz ressoa no deserto, chamando corações adormecidos, chacoalhando consciências
acomodadas. O Reino de Deus está perto, mas não se manifesta em privilégios ou
formalidades religiosas. Ninguém herda o Reino ou simplesmente finge ser parte
dele. A pertença a ele se revela pelos frutos tangíveis de uma vida renovada.
A conversão, afinal, é mais que um evento único; constitui
uma jornada constante de autoanálise, de mudança interna, de entregar-se de
coração aos planos divinos. O evangelista adverte que “a árvore infrutífera
será cortada e jogada no fogo”. Isso nos desafia a viver a fé com sinceridade,
aceitando a tarefa de anunciar o Evangelho por meio de atos de justiça,
compaixão e verdade.
Neste tempo de espera, somos chamados a abrir o coração ao
Messias que chega, deixando que sua presença transforme nossos relacionamentos,
estruturas e modo de ser. A profecia de Isaías, o apelo de Paulo e a mensagem
de João Batista se juntam numa única ordem: preparar o caminho do Senhor com
fé, união e verdadeira conversão. Maria, Mãe do Senhor e nossa, nos ajude no
discipulado.
Cl. Bruno Rosa, ssp
https://www.paulus.com.br/portal/o-domingo-palavra/7-de-dezembro-2o-domingo-do-advento/
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