Papa Leão adverte que se “falharmos nessa preservação”, a
tecnologia digital “corre o risco de modificar radicalmente alguns dos pilares
fundamentais da civilização humana, que por vezes damos como certos”. Ao
simular vozes e rostos humanos, sabedoria e conhecimento, consciência e
responsabilidade, empatia e amizade, os sistemas conhecidos como inteligência
artificial não apenas interferem nos ecossistemas informativos, mas invadem
também o nível mais profundo da comunicação: o da relação entre pessoas
humanas”.
“O desafio, portanto,
não é tecnológico, mas antropológico” continua o Papa. “Preservar rostos e
vozes significa, em última instância, preservar nós mesmos. Acolher com
coragem, determinação e discernimento as oportunidades oferecidas pela
tecnologia digital e pela inteligência artificial, não significa esconder de
nós mesmos os pontos críticos, as opacidades e os riscos”.
O desafio sugere ainda o Papa, “que nos espera não está em
frear a inovação digital, mas em orientá-la, em sermos conscientes do seu
caráter ambivalente. Cabe a cada um de nós levantar a voz em defesa das pessoas
humanas, para que estas ferramentas possam ser verdadeiramente integradas por
nós como aliadas”. Esta aliança é possível, mas precisa fundamentar-se em três
pilares: responsabilidade, cooperação e educação.
Parágrafos
extraídos da mensagem do Papa Leão
